O vento passa com a inocência trivial de independência do mundo paralelo.
O tempo passa.
Cada milímetro avançado no relógio traduz a distância, cada vez menor, do que tira o sono, rouba o tempo, rouba o coração.
E a agonia gritante que domina todo o intelecto, todo o físico, abriga a insistente esperança da mutabilidade do hoje.
Faz visível a condição necessária do cinza para o azul nascer.
E mais ainda. Traz a certeza de que a ferida que hoje arde, um dia cicatrizará e servirá de lição para se aprender.
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